Carlos Vergara ocupa o MAM com quatro conjuntos de obras que percorrem sua pesquisa iniciada em 2003

Foto: Divulgação

O Museu de Arte Modera do Rio de Janeiro apresenta a partir de 14 de setembro de 2019, em seu Espaço Monumental, a exposição “Carlos Vergara – Prospectiva”, que percorre a produção do celebrado artista desde 2003 até obras recentes e inéditas, como as pinturas em grande formato – as maiores já realizadas por ele. Sua última individual no MAM Rio foi “A Dimensão Gráfica”, há dez anos.

São quatro os grandes conjuntos de obras na exposição; “Sudários”, “Natureza Inventada”, “Prospectivas” e “Empilhamento”. A mostras será acompanhada de uma série de ações, entre encontros e conversas, e expansões para fora do museu, com intervenções dos artistas Lynn Court e Xadalu.

Integra a exposição, obras do artista pertencentes às coleções MAM, com curadoria de Fernando Cocchiarale Fernanda Lopes.

Os “Sudários” são monotipias realizadas desde 2003, quando o artista iniciou sua pesquisa sobre os sinais do sagrado nos Sete Povos das Missões, no Rio Grande do Sul, até o momento. Com obras inéditas produzidas a partir de uma viagem feita no sul da França, onde percorreu santuários dedicados ao sagrado feminino, Vergara remonta aos primeiros cristãos e também aos povos ciganos. Ao longo deste período, esta pesquisa levou o artista a diversos locais, como Istambul e Capadócia, na Turquia (2006-08); Pompéia, Itália (2009); Serra da Bodoquena, Mato Grosso do Sul (2017); Caminho de Santiago de Compostela, Espanha (2015); Cazaquistão, na Eurásia (2010); Rio Douro, Portugal (2018). Os lenços da série “Sudário” estarão suspensos, dispostos em um percurso labiríntico para o público.

Vergara realiza uma monotipia sobre lenço – sudário – nas pedras do porto por onde supostamente chegou foragido da Palestina. Foto: Divulgação

No espaço “Natureza Inventada”, estarão dez esculturas em aço cortén e duas pinturas de 6m x 3m, em torno de uma grande mesa escultórica, também em aço, com 12 cadeiras criadas pelo artista Zanini de Zanine. Esse será um espaço de encontros a ser ativado em conjunto com o público, a partir de ações e conversas abertas.

A série que dá nome à exposição é composta por três pinturas recentes e inéditas de grande formato, as maiores já feitas por Vergara – 5,40m x 5,40m cada – a partir de monotipias feitas no Cais do Valongo e nos trilhos de Santa Teresa, onde tem seu ateliê. O Sítio Arqueológico Cais do Valongo, na antiga área portuária do Rio de Janeiro, é reconhecido pela Unesco por sua importância histórica por ser o local onde cerca de 900 mil africanos escravizados chegaram à América do Sul.

No último bloco estará uma releitura de sua icônica obra “Empilhamento”, uma grande coluna formada por bonecos de papel kraft e papel corrugado empilhados, que chegará ao terceiro andar do Museu, como uma torre de babel.

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