Feira da Glória reserva gastronomia, eventos culturais e missa

Foto: Carlos Monteiro

Domingo é dia de missa e de feira… que tal juntar as duas coisas e ainda aprovei tar uma roda de samba, uma feirinha de artesanato e de antiguidades, foodtrucks, gastronomia alternativa e cerveja gelada?

Pois é, tudo isso acontece (quase) num só lugar e ainda com acessibilidade pelo metrô. É a feira da Glória aos domingos. Minha experiência começou às 9h, com bolo de aipim e cafezinho, na barraca da Dona Jaciara e sua filha Vitória – um belo café da manhã.

Em uma volta pela área do artesanato a gente vê desde camisas e sapatos até imagens sacras, madeiras e até um karaokê instalado em meio à praça, de onde ressoam os primeiros cantos da manhã. Paralelamente, corre outro “evento”: os Cameloucos, uma espécie de recicladores do que é descartado.

Tem absolutamente de tudo! Estavam vendendo a metade do tubo de um inseticida caseiro por R$ 0,50! Só isso já é pitoresco, mas, com uma boa garimpada, dá para comprar coisas bem legais por um preço muito em conta.

A manhã vai caminhando e é hora de assistir à missa realizada na Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro; toda cantada e ministrada em uma igreja histórica, fundada em 1739. Um espetáculo imperdível!

Volto à feira com uma certa fome: primeiro tomo um caldo de mocotó supimpa, depois belisco um pastel de camarão. Um pedaço de melancia… até chegar no truck de casquinhas (gigantescas) de siri e cavaquinhas assadas.

Continuo até a primeira roda de samba, daquelas de raiz, com direito a passar o boné para o cachê da rapaziada. Sento ao ar livre e peço sardinhas fritas, camarão e manjubinhas, estas de uma crocância ímpar. Cervejas Império de Petrópolis e Sul Americana de Teresópolis geladíssimas – todas puro malte, em garrafas de 600ml – a preço de prateleira de supermercado.

Saí desse espaço à tarde, bem tarde, com a alma embevecida, uns CDs argentinos raros, uma cerâmica assinada, bottons de Santa Teresa, uma camisa estilo havaiano, livros, uma melancia inteira, queijo do Serro, uma tampa para ralo, um belo buquê de flores do campo, camarão, biscoitos artesanais, tapioca orgânica torrada com gengibre, mel, um caldinho de feijão, legumes, frutas e verduras orgânicos… E, claro, cantarolando Mart’nália:

“…Pé do meu samba/Chão do meu terreiro/Mão

do meu carinho/Glória em meu Outeiro/Tudo para o

coração/De um brasileiro…”

Outeiro da Glória

Praça Nossa Sra. da Glória, 26. Metrô Estação Glória. Missas às 9h e 11h.

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