Hora Rio: o melhor da cidade maravilhosa em agosto

Agosto chegou e todos procuram o que fazer pela cidade carioca, o que comer, onde ir, onde se hospedar. Por conta disso, como em todo mês, separamos algumas dicas de locais, restaurantes e hotéis, tanto para você, carioca, como também para quem já está programando a viagem para a cidade maravilhosa.

O rei do gado

A lista de fãs é grande: inclui carnívoros inveterados, estrelas globais e chefs consagrados como Felipe Bronze e Thomas Troisgros. Marcelo Malta, 44 anos, é o grande responsável pela melhora da qualidade das carnes servidas nas mesas cariocas. É ele quem comanda o açougue gourmet Sabor D.O.C., no Leblon, e o Malta Beef Club, no Jardim Botânico”.

Malta começou sua trajetória na gastronomia revendendo peixes. Com boas conexões entre fornecedores e mergulhadores, seu pequeno negócio chegou a comercializar mais de 500 kg por semana. A carne veio depois, quando Marcelo provou um churrasco na casa de um amigo de Porto Alegre.

Espantado com a maciez e o sabor do produto, começou a estudar sobre o assunto e tornou-se o representante carioca de bons pecuaristas do Rio Grande do Sul e do Uruguai. Foi aí que começou a fornecer carnes e peixes para os melhores restaurantes da cidade.

Em 2016, em meio ao boom das boutiques de carne, Marcelo inovou mais uma vez e abriu o Sabor D.O.C., um açougue onde os clientes podiam escolher uma peça na geladeira e degustá-la grelhada ali mesmo.

Os grandes hits da casa são a costela do dianteiro e a fraldinha, grelhados à perfeição, de acordo com suas especificidades, da forma mais natural, sem elementos que alterem sua essência e seu sabor característico. “Amo o que faço. Não troco a minha carreira por nenhuma outra”, festeja Malta.

Sabor D.O.C.

Rua Dias Ferreira, 605, Leblon, tel. (21) 3088-8334.

Malta Beef Club

Rua Saturnino de Brito, 84, Jardim Botânico, tel. (21) 3269-4504.

Tecnologia a serviço das pessoas

Depois de passar seis meses viajando em busca de um novo país para morar, o francês Xavier Leclerc escolheu o Rio de Janeiro, onde aportou em 2014, trazendo na bagagem a experiência em tecnologia – fruto da atuação em empresas como Facebook e Google, em Paris. Aqui, encontrou potencial e terreno fértil para empreender, mas também percebeu enormes barreiras que separavam profissionais e empresas da verdadeira transformação digital. Por isso, decidiu – com seus sócios Olivier Mourier e Maria Pidner – montar a Mox Digital, que organiza eventos internacionais como o “.Futuro”, cuja terceira edição foi realizada em junho no Rio.

Para ele, há hoje a falsa impressão, nas redes sociais, de que qualquer opinião é importante. Diante de plateias perplexas de estudantes, ele costuma dizer que não, nem todas as opiniões são válidas. “Precisamos de menos achismos e de mais dados”, afirma Leclerc. Ele acredita que estamos em plena adolescência no processo de transformação digital, e o mais importante é a conscientização sobre o impacto da tecnologia por parte das pessoas, das empresas e do poder público.

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