23h às 29h: Sputnik Bar agita o Largo do Arouche com restaurante, bar e balada

Pista de dança do Sputnik Bar, no Largo do Arouche

Querido leitor,

Por insistência da minha filha, resolvi dar um check-up na situação. Fui no HCor ver o meu querido cardiologista Rogério. Para minha felicidade, ele informou que estava tudo bem comigo (não tudo, tudo. Só preciso ficar atenta à diabetes e à pressão. Mas de resto, tudo bem!). Comemorei essa notícia indo comer um x-bacon na Achapa, ali perto, na Alameda Santos.

Minha empolgação não parou por aí. Chamei um táxi e me dirigi ao Largo do Arouche, lugar de muitas memórias. Revi a entrada do restaurante O Gato Que Ri, onde meus pais costumavam me levar quando eu era criança – saudades da Dona Amélia, a fundadora do restaurante –, e passei no Mercado das Flores, onde eu e meu falecido marido Alfredo costumávamos passear aos sábados. Às vezes, ele me comprava uma flor dizendo “um broto para o meu broto”. Nunca gostei de flores, nem de trocadilhos, mas eu gostava do Alfredo.

Quando a noite tomou conta de São Paulo, vi do outro lado da rua, saindo do Mercado das Flores, um lugar que brilhava. Uma fachada de dois andares – o segundo com uma longa janela que mostrava o seu interior colorido – e o nome “Sputnik” debaixo de um logo circular vermelho.

Entrei antes das 22h e não me cobraram a entrada. Lá dentro você vê uma decoração em estilo futurista, um teto pintado em preto que simula um céu estrelado, cartazes de filmes de ficção científica pelas paredes e um globo pendurado no teto, que parece uma lua.

No térreo, há um restaurante e um bar. A primeira coisa que fiz foi explorar a carta de drinks. O menu também segue essa temática de espaço, da época da corrida espacial entre EUA e URSS durante a Guerra Fria. Comecei a noite com o Maracujack, drink feito com Jack Daniel’s, xarope de açúcar, polpa de maracujá e Schweppes Citrus.

No segundo andar, há uma pista de dança – na noite em que eu fui as músicas eram versões eletrônicas de clássicos da MPB, tanto que cheguei a reconhecer a voz do Gilberto Gil nas batidas. Dancei e fumei com os jovens que conheci, eles me ensinaram o que são os “hipsters”.

Pelo o que entendi, são como os hippies da minha época, mas agora usam camisa de flanela e só gostam de coisas antigas. Me senti enturmada.

Beijos!

Sputnik Bar

Largo do Arouche, 330, República. Ter., qua. e dom., 19h à 1h; qui. e sex., 19h às 6h; sáb., 17h às 6h.

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