Empresas adotam cada vez mais práticas sustentáveis em seus produtos

Switchel Kiro, feito com gengibre orgânico

Duas regras básicas do empreendedorismo são investir em algo totalmente novo ou atuar em um segmento que esteja em expansão. A tendência nesse milênio vem sendo o consumo cada vez maior de produtos que não comprometem o meio ambiente e nem a saúde das pessoas, e isso abre muitas novas oportunidades para os empreendedores.

Provas disso são as áreas de produtos orgânicos nos supermercados, que não param de ser ampliadas, o número cada vez maior de empresas que adotam práticas sustentáveis e o crescente grupo de consumidores enxergando o valor desse diferencial do “justo, ecológico e saudável”.

De olho nesse filão, vários negócios nascem e conquistam bons resultados para quem produz, quem vende, quem compra e também para o planeta! É muito mais gostoso e racional consumir um azeite biodinâmico e fresco da Serra da Mantiqueira, como o Zet, do que um similar trazido da Itália ou de Portugal, feito a milhares de quilômetros da sua casa e sem que a gente saiba em que condições ele cruzou o Atlântico.

E que tal usar cosméticos veganos – como o gloss Bioart e os batons da Simple Organics – que não são testados em animais e não possuem parabenos e corantes sintéticos em sua composição? Até na hora de tomar uns drinques a opção ecológica é melhor: a ressaca de quem bebe a vodca orgânica Tiiv, de Taquaritinga, é bem mais amena do que a causada por bebidas convencionais, que podem conter traços de agrotóxicos.

Outros bons exemplos de produtos desenvolvidos para as pessoas que se preocupam com a saúde e a natureza, mas não abrem mão dos pequenos prazeres da vida são o switchel Kiro e as pipocas Maïs Pura. Feito com gengibre orgânico e vinagre de maçã, o switchel é uma ótima alternativa de bebida não alcoólica para adultos que, além de deliciosa, refrescante e revigorante, funciona como um poderoso isotônico.

Presente em bares e restaurantes como o Arturito, o Spot, o Futuro Refeitório e a Padoca do Maní, o Kiro nasceu a partir de um insight dos jovens empreendedores Leeward Wang, Roberto Meirelles e Lena Mattar, que fizeram um investimento inicial de R$ 60 mil para dar o start na produção e colocar a marca no mercado.

Pipoca Maïs Pura, com milho não transgênico

Já as pipocas Maïs Pura têm como diferencial o fato de serem elaboradas com milho não transgênico e não trazerem nenhum conservante ou ingrediente alergênico. Lançadas por Fernando Nazareth, elas têm seis sabores doces e salgados e podem ser encontradas em mais de sete mil pontos de venda.

“Apesar de ele ser muito mais difícil de encontrar e custar 30% mais caro do que o convencional, só utilizamos o milho não transgênico. Os estudos sobre os efeitos de alimentos trans no organismo humano e na fauna da zona rural ainda são pouco conclusivos e, para nós, a segurança alimentar e o bem-estar dos nossos clientes valem mais do que qualquer dinheiro”, afirma Nazareth.

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