Bon Vivant: São Paulo abriga restaurantes de regiões icônicas da Itália

Spaguetti Pettirosso, da Osteria del Pettirosso

Seria impossível escrever em poucas linhas sobre todos os bons restaurantes italianos que permeiam São Paulo. Entre trattorias e restaurantes refinados poderíamos ocupar a revista inteira… e isso sem falar das pizzarias.

É por esse motivo que a homenagem do Bon Vivant à Italia paulistana vai para apenas duas casas que nasceram e se mantêm até hoje representando exclusivamente uma região específica da bota.

A primeira homenageada é a Sicília, tão conhecida pelo resto do mundo por sua beleza, seu povo e suas histórias, que renderam inúmeros clássicos da literatura e do cinema.

Taormina é considerada por muitos a mais linda cidade da ilha e deu nome a este restaurante simples e aconchegante na Alameda Itu, nos Jardins. Para ter uma ideia da legitimidade do lugar, seu Salvatore, marido de dona Helena Zamperetti Morici, que hoje toca a casa e a cozinha, era cônsul da Sicília em São Paulo.

Aberto desde 2003, o Taormina funciona só no almoço e muda o cardápio todos os dias, o que garante o frescor dos ingredientes e explica os sabores acentuados. São duas opções de entrada (tipo berinjela à parmegiana ou à caponata ou até mesmo uma pera ao forno com gorgonzola e pinoli).

Já o prato principal traz cinco opções, uma mais saborosa que a outra. Entre elas, as obrigatórias pasta à la Norma, o fusilli à calabrese ou o sofiotti negro de tinta de lula com recheio de frutos do mar. O café vem na cafeteirinha típica italiana Bialetti e acompanha um legítimo canollo sicilianni espetacular. E o melhor, é classificado como bom e barato.

Outra cultura culinária muito bem representada é a da cidade de Roma. A Osteria del Pettirosso, apesar de ser um restaurante de ticket mais alto, com certeza vale a visita de quem aprecia a cozinha romana. Ali, Marco Renzetti, chef da casa, pode começar com uma porção típica dos embutidos romanos que reúne guanciale (bochecha de porco), pancetta bem carnuda, presunto de cordeiro, lonza de maiale (contrafilé suíno) e bresaola.

Completam presunto de Parma e mortadela italiana. Outra entrada imperdível é o crudo de lagostim e ouriço. Depois vem os pratos clássicos como rigatoni de pajata (tripa de cordeiro em molho de tomate picante) ou tonnarelli ao queijo pecorino e pimenta do reino, até criações autorais como a porchetta (porco desossado e recheado de lombo e copa ao aroma de alecrim, sálvia e pimenta-do-reino).

Essa sugestão ganha a companhia de purê de batata e tomate cereja confit. De sobremesa não complique, vá no impecável tiramissu à Roma ou no fondente de cioccolato. Erika, sua esposa, cuida do salão e da carta de vinhos.

É claro que para diferenciar estes lugares das dezenas de outros bons italianos de São Paulo é necessário conhecer um mínimo da origem dessas culinárias, mas, acreditem, é para italiano nenhum botar defeito.

Arrivederci!

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