Consultora de moda, Costanza Pascolato fala de sua relação com a Itália e com o bem viver

Em 19 de setembro, Costanza Pascolato irá completar 80 anos de elegância, cultura, modernidade e humor. A nossa papisa da moda, a maior autoridade no assunto no Brasil, tem um jeito próprio e muito inteligente de levar a vida.

Colunista da revista Vogue há 27 anos, consultora da H. Stern e da Tecelagem Santa Constância, fundada por sua família, Costanza segue lépida e antenada fazendo mil coisas e lançando tendências. Em setembro, ela irá publicar mais um livro – “Vou falar sobre a vida ageless”, ela adianta – e em dezembro suas fi lhas, Consuelo e Alessandra, devem lançar uma biografia que celebra as oito décadas de vida da mãe.

Na véspera de uma viagem a Nova York, onde foi ver a formatura da neta Allegra, de 23 anos, Costanza conversou, com a sua simpatia habitual, com a 29HORAS. “Eu não gosto de viver em uma bolha. Amo viajar, sair, trabalhar, conhecer pessoas. Mas não troco por nenhum lugar o meu canto em Higienópolis, em São Paulo. Adoro viver no Brasil, um país generoso e fabuloso, que me acolheu desde o início com todo o carinho”, diz.

Ela viaja quatro vezes por ano para a Itália – mais precisamente para a Toscana, o seu ninho familiar. Nascida em Siena, cresceu como princesa. Seu pai, Michele Pascolato, era ministro de Benito Mussolini. Ela costumava brincar com príncipes como Juan Carlos, ex-rei da Espanha. Com o fi m do fascismo, sua família se mudou para São Paulo. Ela tinha seis anos quando aportou por aqui com toda sua graça e personalidade.

Aos 23, casou-se com o banqueiro americano Robert Blocker,com quem teve suas fi lhas. Anos depois, rompeu o relacionamento e se casou com o italiano Giulio Cattaneo della Volta, de quem ficou viúva em dezembro de 1990. “Foi terrível superar essa perda, mas a gente vai se reinventando”, diz Costanza, lembrando ainda que, aos 55 anos, viveu outra grande paixão, quando se casou com o produtor musical Nelson Motta, um relacionamento que durou seis anos. “Vivo feliz o presente e não sou de ficar pensando em idade. Nesse ponto sou como a Itália, meu país de origem, que celebra a arte do bem viver”. Viva Costanza!

178
VISUALIZAÇÕES