Empresa Júnior da FGV completa 30 anos estimulando o empreendedorismo em sala de aula

Em 1967, alunos da ESSEC Business School, em Paris, sentiram a necessidade de aplicar na prática o que aprendiam na faculdade. Foi aí que nasceu a primeira empresa júnior, a Junior ESSEC Conseil: uma associação de estudantes que traria para o mercado os conceitos aprendidos em sala, atendendo clientes reais do universo corporativo.

Inspirados nesse modelo, alguns estudantes da Fundação Getúlio Vargas fundaram, em 1988, a primeira empresa júnior do Brasil. Foi o empurrão certeiro rumo ao empreendedorismo.

Ao longo dos anos o conceito de empresa júnior se espalhou por todo o Brasil, e outras empresas foram criadas. Hoje existem mais de 700, em diferentes faculdades e diversas áreas de atuação. Vão da administração e engenharia à biologia e geografia. Além da EJFGV, algumas das EJs mais antigas de São Paulo são a Poli Jr e a FEA USP Jr.

Este movimento foi crescendo e ganhando força. O MEJ (Movimento Empresa Júnior) envolve mais de uma centena de universidades, em mais de cem cursos de graduação. Em 2018, as empresas júnior movimentaram juntas mais de R$ 30 milhões com seus projetos.

O perfil do empresário júnior

Festa de 30 anos da Empresa Júnior da FGV

Com idades entre 17 e 26 anos, os estudantes que integram a EJFGV devem passar por processo seletivo composto de três fases: prova lógica, dinâmica em grupo e entrevista. A seleção conta com o apoio da MBA Empresarial, reconhecida por recrutar profissionais para grandes empresas como Santander, Rede Globo e Votorantim. “O importante é ter liderança e postura empreendedora”, diz Ana Luiza Araujo, de 20 anos, uma das diretoras da EJFGV.

Segundo ela e a diretora de marketing Jessica Nogueira, de 19 anos, o objetivo da entidade é entregar qualidade e implementação. “Somos uma empresa que apresenta um preço acessível, buscando, acima de tudo, colocar em prática o nosso sonho: ser sênior enquanto júnior”, afirma Jessica.

O objetivo é realizar consultorias estratégicas transformadoras. A partir de diagnósticos, os empresários formulam soluções para melhorar os negócios dos seus clientes, em quatro escopos: financeiro, mercadológico, operacional e estratégico.

Um exemplo foi o projeto realizado para uma empresa de materiais de construção. Apesar de ter potencial no mercado, a empresa estava sem foco para o futuro, o que resultou em desmotivação e falta de alinhamento dos funcionários. O EJFGV auxiliou na criação de um novo planejamento.

O resultado veio de forma quase imediata. “A motivação dos funcionários cresceu e eles passaram a se sentir ouvidos. Em dois meses, o faturamento aumentou em 25%”, explica Ana Luiza. Para saber mais acesse ejfgv.com.

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