Famosa na noite paulistana, a D. Edge promove baladas ao som de rock nas segundas-feiras

Na D.Edge, linhas de LEDs piscam no ritmo da música

As luzes de Natal se acendem em São Paulo e isso me faz lembrar que os meus netos já são praticamente adultos e não podem ganhar brinquedos de presente. Saudades dos tempos quando eu sabia o que comprar para eles. Ainda assim, para mim eles sempre serão meus pequenos.

Frustrada com as minhas compras de Natal, saí de mãos vazias do shopping Bourbon e caminhei a esmo pelas ruas da Barra Funda. Era uma noite de segunda-feira quando, durante minha andança, vi-me na frente da D. Edge. Tomada pelo espírito da noite, decidi entrar naquela casa noturna.

E que adorável decisão a minha. O lugar é uma típica balada: escuro e com luzes de neon. No primeiro andar fica a pista de dança. O teto e as paredes são tomados por linhas que piscam no ritmo da batida da música. Nas segundas-feiras, as músicas são dedicadas para o gênero rock’n roll. É ali também onde fica o bar: na ocasião, pedindo duas doses de Jägermeister, o terceiro saía por conta da casa.

O efeito foi suficiente para eu dançar a noite toda. Subindo mais um lance de escada chega-se no terraço, um espaço ao ar livre onde as pessoas fumam, conversam e fazem novas amizades. Fiz várias. Conheci um grupo de jovens que deveriam ser verdadeiros cinéfilos porque conversavam empolgadamente sobre o ator Michael Douglas. Também conheci a Julia Bueno, uma ruiva muito simpática e que foi DJ naquela noite.

Aliás, essa minha noite pode ser resumida assim: uma transumância entre a pista de dança, passando vez ou outra no bar para pedir gim-tônica ou caipirinha, e o terraço, onde eu conversava e aproveitava a vista noturna que se tem do Memorial da América Latina. O tempo passou rápido, lembro de sair de lá com o sol nascendo – o que foi bom, porque na volta para casa já aproveitei e passei em uma padaria para comprar pão.

Meu único conselho é ficar atento aos preços das bebidas da D. Edge, a conta pode sair cara no final da noite.

E, ah! Termino aqui dizendo que ainda não resolvi o que comprar para os meus netos. Espero que você, leitor, tenha melhor sorte nos seus presentes de Natal.

Beijos!

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