George Alonso declara seu amor a São Paulo em sua série [Im]pulsos da Metrópole

Quadro “Largo do Paissandu”, de George Alonso

O paulistano George Alonso estudou filosofia na USP, jornalismo na Cásper Líbero e sociologia na FESP/SP. Trabalhou em alguns dos mais importantes veículos de comunicação, como Folha de S. Paulo, Jornal do Brasil, O Globo e Diário de S. Paulo. Mas foi há alguns anos, em contato com a arte, que ele resgatou a sua verdadeira essência. “Retomei uma prática da adolescência, quando passava horas e horas debruçado sobre tintas e pincéis”, diz George.

E o resultado tem empolgado críticos e amantes da arte. Sua mais nova série, “[Im]pulsos da Metrópole”, mostra a vida de uma cidade de São Paulo – gigante, desvairada e múltipla – explodindo em telas multicoloridas. Nada em tom pastel surge nas moradias dos bairros da metrópole, nas avenidas e nas praças. Nas favelas há rios de sonhos, incêndios, inundações, voos de skate, noites de amor que não se encerram nas tonalidades cinza e laranja avermelhado, comuns dos tijolos da realidade brasileira.

Quadro “Avenida Nove de julho”

Pelo contrário, os sinais de vitalidade – diante das [in]certezas e meias verdades do cotidiano – aparecem na profusão de cores em combinações que revelam a pulsação urbana da periferia ao centro, com a pegada geométrica das arquiteturas – laje sobre laje, cubo sobre cubo.

“São Paulo é a cidade do imprevisto. Se você quer ir ao cinema das 8, pode acabar indo ao teatro das 9 ou virar um jantar das 10. A vida urbana caótica, cheia de filas, contribui para novas descobertas, que a cidade não para de oferecer. Gosto de São Paulo porque a mesma cidade que corta um desejo te dá outro. Gosto também porque a cidade liquidifica tudo e todas as modas e modinhas”, diz o artista plástico, confesso apaixonado pela capital paulista.

Contatos com o artista podem ser feitos pelo email georgealonso.bra@gmail.com ou pelo tel. (11) 99960-3825.

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