Gim é a bebida do momento

Drinque Negroni, feito com gim, vermute tinto doce e Campari

Na época medieval, monges toscanos usaram medicinalmente, pela primeira vez, o zimbro – o ingrediente emblemático do gim.

A Holanda tem o mérito de ter produzido, no século XVII, o primeiro gim, também para fins medicinais. Pouco tempo depois, guerreando nos Países Baixos, os britânicos tomaram contato com essa bebida e a levaram para o Reino Unido, onde foi objeto de um súbito e enorme sucesso.

No Brasil, nas festas dançantes do final dos anos 1960, três eram as bebidas alcoólicas mais servidas: cuba libre (rum e cola), hi-fi (vodca e crush, como era denominada a Fanta laranja) e gim-tônica – a minha predileta. Após essa época, o consumo de gim no nosso país ficou adormecido por décadas.

Em meados da década de 2010, na esteira do boom mundial dessa bebida, ela despertou da longa letargia. O mercado de gins nacionais e importados contava, então, com uma dezena de rótulos. Hoje, temos noventa marcas de gim à venda no país, sendo que 36 delas são nacionais.

Afinal, que bebida é esta?

O gim, assim como a vodca, é uma bebida destilada proveniente de matéria-prima agrícola (cereais, uva, maçã, cana-de-açúcar etc.). No Brasil, o seu teor alcoólico deve ter entre 35% e 54% de álcool em volume, ao passo que na legislação europeia deve ficar acima de 37,5%. A vodca é relativamente neutra, já o gim é submetido a mais um estágio de produção, a redestilação com botânicos.

Os botânicos são misturas de especiarias, ervas, flores e frutas usadas como ingredientes flavorizantes. Onde, por lei, a presença de bagos de zimbro (Juniperus communis) deve ser predominante. Desta forma, obtém-se a mais aromática das bebidas alcoólicas!

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