Imperador das frutas compartilha sua inspiração

 

Hora H

Gastronomia

 

O chef pâtissier Cédric Grolet

 

“Nunca considerei ter um dom para a confeitaria, mas sempre soube que queria faze doces.Desde muito cedo sou realmente um amante do açucar, ele me traz felicidade”. A fala é de Cedric Grolet, há três anos o confeiteiro mais premiado da França e há dois meses eleito pelo 50 Best o melhor Chef Pâtissier do mundo. Com um milhão de seguidores no Instagram, é também o mais popular dos doceiros do planeta. Fosse pouco, desde março ganhou uma boutique exclusiva, cujas filas de até uma hora e meia não são garantia de se conseguir uma única sobremesa, já que a produção é limitadíssima.

Aos 32 anos, Grolet está há seis como chef no Le Meurice, hotel-palácio famoso encostado ao Jardim des Tuileries, onde ficam dois renomados restaurantes de Alain Ducasse.Menino dos olhos do mestre, foi o primeiro a brilhar com um espaço próprio.”Nós abrimos ao meio-dia, e as coisas geralmente são vendidas em cerca de quatro horas.As pessoas reclamam, não é facil para mim” desabafa o jovem da pequan Firminy, na região do Rhone-Alpes, no sudeste francês.

Entre as coisas que acabam, invariavelmente está o fruto do dia, seja um morango, um pêssego, um tomate, um limão ou uma avelã. Esta última, a mais perfeita para ele. Na verdade, trata-se da fundadora de sua série de frutas esculpidas que revolucionou o mundo da haute pâtisserie.

“Queria que minhas sobremesas fossem simples de entender, sem decorações desnecessárias, com foco nos sabores ricos e orgânicos da natureza. Por isso inventei muitas técnicas para fazer tangerina, laranja, grapefruit e castanhas que não existiam”. A autenticidade tem seu preço: €17 a unidade. No entanto, além de serem sua assinatura, as frutas revelam a preocupação com o ingrediente, o frescor e a saúde:”Tento reduzir ao máximo o açúcar e equilibrar as gorduras”.

Cédric confessa que uma de suas memórias preferidas também é adocicada: “Eu estava com meu avô doceiro em frente a uma máquina que fazia muito barulho. Eu tinha 6 anos de idade. Perguntei o que era, e ele disse: ” Esta é a máquina que faz sorvete”. Isso me fez sonhar. Ele disse para eu colocar o dedo na turbina da batedeira. Não consegui manter o sorvete, porque ele derretia tão rápido…Essa sensação de frio, do sorvete impossível de ser trazido à boca é uma das minhas melhores lembranças da infância”.

 

 

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