Kenia Maria, a brasileira entre os 100 negros mais influentes do mundo

Kenia Maria é a brasileira da prestigiada lista dos 100 negros mais influentes do mundo, segundo o Mipad, a premiação mundial para afrodescendentes.

No próximo dia 30 de setembro, em uma cerimônia em Nova York, Kenia será homenageada ao lado dos brasileiros Rene Silva e Érico Brás, seu marido. O evento homenageia artistas e cidadãos que se posicionam contra o racismo e lutam em defesa dos direitos negros. Neste ano, o trio brasileiro vai se juntar ao time de grandes nomes como Chadwick Boseman (protagonista de Pantera Negra), Meghan Markle (Duquesa), Donald Glover (rapper) e Nbaba Mandela (neto de Nelson Mandela), entre outros.

Carioca de 41 anos, Kenia atua há mais de 20 anos para combater o racismo e o machismo. Ela integrou blocos afro e trabalhou com meninas vítimas de violência. Hoje, além de youtuber, Kenia é defensora na ONU Mulheres e acabou de lançar o livro infantil “Flechinha, o príncipe da floresta”, para dar um novo lugar para os negros nos livros didáticos. Seu objetivo é chamar a atenção para a lei 10.639/03, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas, públicas e particulares, do ensino fundamental até o ensino médio, mas que ainda não é cumprida.

A trajetória de vida de Kenia Maria tem sido marcada pela valorização da cultura e da arte negra em contraponto ao racismo e às desigualdades de gênero que ainda assolam o Brasil. “É com muito orgulho que lancei esse projeto dos livros. A lei 10.639/03, antirracista, está aí para ser cumprida, embora ainda haja muita resistência por parte das instituições de ensino no Brasil. Temas como a escravidão, por exemplo, devem ser abordados como um dos maiores crimes cometidos contra a humanidade, que comprometeu e segue comprometendo a história, a existência e o desenvolvimento da população negra”, afirma Kenia.

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