Mobilidade: Riba incrementa o mercado com suas scooters elétricas

Fundada em 2006 com o objetivo de transformar o setor elétrico de duas rodas, a Riba Brasil vem espalhando suas scooters compartilhadas pela capital paulista. Hoje, cerca de 100 delas estão em diferentes pontos de bairros das zonas oeste e sul, inclusive bem perto do Aeroporto de Congonhas.

Riba inova no mercado com suas scooter elétricas

Scooter elétrica da Riba próxima ao aeroporto de Congonhas. Foto: Divulgação

“Algumas estão a dois minutos do aeroporto, em um bolsão em área residencial depois da passarela”, explica Ricardo Cabral, CEO da empresa. A meta, segundo ele, é chegar a 3 mil motos elétricas na cidade até o final de 2021. Em seguida, o plano é chegar a metrópoles como Campinas, Salvador, Recife e Porto Alegre, que têm acima de 1 milhão de habitantes e são mais planas.

O custo (R$ 5,90 para os 10 minutos iniciais e R$ 0,75 para cada minuto adicional), a rapidez do modal e a funcionalidade têm atraído usuários de diferentes perfis. Em um teste comparativo feito pela Riba, em trajeto da avenida Paulista até a avenida Faria Lima, em horário de pico, sobressaem-se as vantagens da scooter: ela chegou ao destino em 15 minutos, gastando R$ 9,65. Já o patinete chegou em 22 minutos por R$ 14; o carro por aplicativo levou 40 minutos e custou R$ 22,80; e o ônibus foi o mais em conta (R$ 4,30) e o mais demorado, gastando 60 minutos.

Entre as várias verticais da Riba, há a fábrica no sul de Minas Gerais, onde são montadas as scooters com peças vindas da China; o setor de sharing; o de vendas; e o de aluguel para empresas e eventos, como Lollapalooza e, agora em novembro, a Fórmula 1. Uma novidade é o trabalho com motoboys.

“Queremos transformar esse mercado oferecendo um modal que une rapidez, eficiência, segurança e sustentabilidade”, diz Ricardo. A empresa acabou de fechar uma parceria com a iFood, na qual eles conseguem mapear e gerenciar todo o trajeto do entregador. “Pela geolocalização conseguimos ver se o cara está correndo, empinando, andando na contramão ou acelerando muito, e colocamos alertas para o usuário. Isso traz segurança para todos os envolvidos: entregadores, empresas e clientes”, ressalta Arthur Figueiredo, coordenador de operações da Riba.

Monitorada e rastreada em tempo real, e em funcionamento full-time, a Riba Share conta com seguro contra acidentes e exige do usuário a habilitação na categoria “A”.

No cadastro no app, o usuário deve enviar uma cópia da CNH e inserir um cartão de crédito para pagamento. Localiza-se então a scooter mais próxima, que pode ser reservada gratuitamente por 15 minutos. Ao chegar, ela é ligada pelo app – limitada a 50 km por hora, inclui um capacete no baú. Quando a viagem termina, é só estacionar em vagas permitidas para motos ou em bolsões. “Com zero de emissões de poluentes, zero de poluição sonora e muito fácil de pilotar, ela é uma opção perfeita para driblar o trânsito de cidades como São Paulo”, afirma Ricardo Cabral.

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