“A arte de querer bem” reúne crônicas do escritor Ruy Castro

 

“Acrescento que nunca fiz outra coisa na vida senão escrever”, diz Ruy Castro na crônica “Autor da bula”, de seu mais novo livro, “A Arte de Querer Bem.” Trata-se da mais pura verdade. Ruy é um operário das palavras, escritor e jornalista conhecido por livros como “Chega de Saudade”, uma reconstituição da Bossa Nova e da vida boêmia e cultural carioca da época; “Carmen”, uma biografia sobre Carmen Miranda; e “Estrela Solitária”, sobre a vida do jogador Garrincha, entre outros.

As paixões de Ruy, assim como episódios de sua vida jornalística e pessoal, podem ser encontrados neste recém-lançado “A arte de querer bem” (Estação Brasil). O livro é um compilado de crônicas publicadas no jornal Folha de S. Paulo entre 2008 e 2017, em que Ruy expressa o amor por sua profissão, pelo futebol, por sua cidade, pela música e por sua vida.

Os textos são curtos e de fácil leitura. Traços fortes são o humor e a leveza  com que o autor conduz os mais diversos assuntos. É assim quando ele conta sobre um bizarro acontecimento, como o de uma máquina de escrever que quase caiu em sua cabeça quando criança, ou até mesmo quando mergulha em reflexões inusitadas, como a da tecnologia de nuvem.

Por ser um compilado de crônicas, uma coisa que falta ao livro são menções às datas em que elas foram publicadas. Com a ausência delas, o leitor pode se sentir perdido em alguns momentos por não ter o conhecimento do contexto em que elas foram escritas – contexto este que é inerente ao leitor de jornal quando lê a crônica no dia. Então algumas referências temporais – como quando o autor escreve “há dois anos”, ou “outro dia” – e citações sobre peças em cartaz, ou até mesmo do ambiente político e cultural, se perdem na leitura hoje.   

Isso não diminui a qualidade dos textos de Ruy, mas tira o aproveitamento total da experiência de lê-los.

“A arte de querer bem”

Ruy Castro

Preço: R$ 29,90/ R$ 19,99 (e-book)

Páginas: 256

Editora:

Estação Brasil

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