Cantora Thamires Tannous lança o álbum “Canto Correnteza”

Uma aposta para 2020 é a cantora e compositora Thamires Tannous, que traz um trabalho repleto de referências multiculturais. Neta de libaneses, a artista sul-mato-grossense mescla influências árabes com ritmos do Pantanal, onde viveu até a adolescência.

Novo álbum é repleto de inspirações e boas energias para iniciar o ano

“Canto Correnteza”, seu novo álbum, começa justamente com a música que dá nome ao disco, canção composta em sua última turnê pela Europa Oriental. “Nessa minha última ida à Europa, as influências do Mediterrâneo e dos rios pelos quais passei vieram como um sopro”, diz Thamires.

O álbum foi produzido pelo violonista austríaco Michi Ruzitschka, seu marido e parceiro musical, que propõe uma fina mistura de percussão afro-brasileira com instrumentos acústicos como o violão e o violino. Participações especiais, como as de Chico César na música “Caipora” e Vincent Segal e BB Kramer, incrementam ainda mais a diversidade sonora da obra de Thamires.

Em “Canto Correnteza”, ela canta a saudade da terra natal, as dores e angústias do mundo moderno e o desmatamento das terras indígenas. Bem-humorada, faz música até de um zumbido do ouvido. É o caso de “Catimbó”, criada em parceria com Ruzitschka. Há também uma releitura de “Espumas ao Vento”, clássico do baião de Accioly Neto, desta vez revestida de chacarera, ritmo tradicional argentino.

Com músicas e letras repletas de poesia e sua voz serena e profunda, Thamires flui, como o seu novo “Canto Correnteza”, rumo a outros rios e mares maiores.

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