Universidades corporativas são um exemplo inteligente de capacitação de colaboradores e formação de líderes

As primeiras universidades corporativas foram criadas há mais de 60 anos com o objetivo de transmitir valores e metas de negócios das empresas aos seus times. A General Electric Crotonville começou na década de 1950; a McDonald’s Hamburger University abriu suas portas em 1961; e a Disney University e a Motorola University estrearam nos anos 1970. Com a revolução digital, elas foram redefinidas, com cursos não apenas presenciais e o uso maior de ferramentas tecnológicas. Hoje, são um ótimo investimento para empresas que querem aumentar o conhecimento, desenvolver competências e elevar a produtividade de seus funcionários, incentivando uma postura de autodesenvolvimento e de protagonismo.

Universidade GE em Crotonville, nos Estados Unidos. Foto: Divulgação

A norte-americana Jeanne Meister, uma das mais influentes consultoras de recursos humanos do mundo, costuma dizer que a universidade corporativa é “um guarda-chuva estratégico” não apenas para estimular o crescimento de funcionários, mas também de clientes e fornecedores. “Ela reforça valores organizacionais, aumenta os níveis de desempenho e impacta positivamente no coletivo e nos resultados do negócio”, ela define. Além de formar novos talentos, contribui para reter bons profissionais e estimular um clima corporativo mais saudável e inclusivo.

Por terem aprendizagem focada na prática dos negócios da empresa, com objetivos específicos e ligados às estratégias da companhia, elas costumam ter resultados muito bem-sucedidos.

McDonald’s Hamburger University, em Chicago. Foto: Divulgação

No Brasil, além de multinacionais como McDonald’s e GE, que têm suas universidades corporativas em São Paulo e no Rio, respectivamente, a Ambev, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal contam com unidades para treinar seus times. Outras instituições usam a expertise de instituições consagradas, como a Fundação Dom Cabral, para criar programas personalizados.

Uma das pioneiras no país, a Universidade Ambev, criada em 1995 como Universidade Brahma, foca no crescimento profissional em duas direções: na transição de funções e cargos e na evolução dentro da própria função. Além dos programas internos, oferece bolsas de graduação e pós-graduação, e costuma capacitar 20 mil pessoas por ano.

O importante na universidade corporativa é que ela desenvolva a capacidade empreendedora de seus profissionais, preparando-os para o futuro, e não apenas pensando nos lucros a curto prazo da organização.

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